quinta-feira, 10 de junho de 2010

Semana do meio ambiente



























05 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E DA ECOLOGIA


O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, celebrado de várias maneiras, esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.
Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. Mas não podemos ficar esperando que se façam alguma coisa, nós mesmos temos que tomar uma atitude, refletindo e nos preocupando com as gerações futuras.
Mas, além dessa refllexão, temos também que fazer algo, agir e incentivar o ato de preservação do meio ambiente com as pessoas que convivemos, pois se cada um fizer um pouquinho já estamos ajudando a manter a nossa maravilhosa natureza.
E foi, a partir dessa ideia, que a Secretaria do Meio Ambiente de Igarapé-Açu juntamente com as escolas municipais e particulares, realizaram uma ação para que pudéssemos fazer algo pelo nosso meio ambiente.
Demos início ao nosso ato no dia 1º de junho na praça do Mercado Municipal, localizado na Av. Barão do Rio Branco. Pudemos ouvir a Prefeita, Sandra Yesugui, discursar sobre a valorização do meio ambiente e de várias outras pessoas que que trabalham com o tema aqui apresentado.



Nestas fotos abaixo temos a prefeita passando uma mudinha de árvore para uma aluna da escola Germano Melo, escola em que trabalho.







Aqui temos o secretário do meio ambiente de Igarapé-Açu orientando o grupo Reviver para que pudessem plantar uma muda.




Alunos esperando para que pudessem, também, participar e plantar sua árvore.





Esta é uma muda do pau-brasil.





A turma da Germano Melo com a prefeita da nossa cidade.







Momento de plantar as mudas na praça.




Aqui estamos todos reunidos, diretora, professores e alunos.




Olha aí os meus alunos participando...adorei!






02 DE JUNHO - 2º DIA
Terça-feira, às 8h00 da manhã nos reunimos novamente para fazer uma caminhada em prol do meio ambiente, cada aluno foi levando uma mudinha de árvore. A caminhada foi até ao igarapé pau-cheiroso.




Os alunos da 6ª série.



Chegamos ao igarapé.




Este é um local de preservação ambiental no igarapé.






As minhas alunas Lauriane e Fernanda engajadas no evento.





Dever cumprido!






05 DE JUNHO - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Que você possa olhar para todas as árvores
e perceber que todos os galhos, folhas, frutos
e flores são seus enfeites naturais.
Que você possa olhar ao seu redor e com a sua impressionante
capacidade imaginativa consiga retirar todas as grades, muros,
casas, prédios, ruas, carros, enfim, tudo que o homem fez para
que você possa enxergar tudo o que Deus fez.
SÓ PARA PODER CONTEMPLAR O MILAGRE QUE É A VIDA!
Que você irradie essa energia para todos que estão ao seu lado.
que nessa data possamos comemorar e brindar com o elixir da vida
que é a ÁGUA.
E que você se banhe com ela!
Que seja um dia de festa.
Comemore!!
Celebre!!
E faça deste dia uma prova de que todos os dias podem ser mais felizes
Para você e para todos!
Um abraço!
Professora Neila Batista.

domingo, 30 de maio de 2010

LINGUAGEM DENOTATIVA E CONOTATIVA

Denotação e Conotação

Nos textos literários nem sempre a linguagem apresenta um único sentido, aquele apresentado pelo dicionário. Empregadas em alguns contextos, elas ganham novos sentidos, figurados, carregados de valores afetivos ou sociais.

Quando a palavra é utilizada com seu sentido comum (o que aparece no dicionário) dizemos que foi empregada denotativamente.

Quando é utilizada com um sentido diferente daquele que lhe é comum, dizemos que foi empregada conotativamente, este recurso é muito explorado na Literatura.

A linguagem conotativa não é exclusiva da literatura, ela é empregada em letras de música, anúncios publicitários, conversas do dia-a-dia, etc.

Observe um trecho da canção “Dois rios”, de Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis, note a caracterização do sol, ele foi empregado conotativamente:

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
...
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção

Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção

Note que a expressão “dois rios inteiros” também foi empregada conotativamente e compõe um dos elementos básicos para a interpretação da letra.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Interpretação e Produção de Texto


REDAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


QUESTÔES DISCURSIVAS


Fábula é um gênero textual que transmite um ensinamento e cujas personagens, em geral, são animais personificados. A linguagem pode ser formal e informal.


Para responder as questões 01 a 04 leia a fábula abaixo:




O cavalo e o burro

Monteiro Lobato


O cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O cavalo contente da vida, folgando com uma carga de quatro arrobas apenas, e o burro — coitado! gemendo sob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e disse:

— Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças e o remédio é repartirmos o peso irmanamente, seis arrobas para cada um.

O cavalo deu um pinote e relichou uma gargalhada.

— Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de tolo?

O burro gemeu:

— Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que seguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha.

O cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo adiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta.

Chegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora arrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro do cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de chicote em cima, sem dó nem piedade.

— Bem feito! exclamou o papagaio. Quem mandou ser mais burro que o pobre burro e não compreender que o verdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? Tome! Gema dobrado agora…

Vocabulário:

Pilheriou- Dizer pilhérias, gracejar.

Tropica- Cambaleia, tropeça.

Rebenta- Estoura, explode.

1- Na fábula acima, em que as personagens são animais, por que o cavalo e o burro se desentenderam?

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2- Que comportamento humano a atitude do cavalo representa?

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3- Em sua opinião, que ensinamento transmite a leitura dessa fábula? Redija a moral da história.

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4- O texto foi, em sua maioria, escrito no discurso direto. Agora, reescreva a fábula utilizando o discurso indireto.

Observação: Não se esqueça de separá-lo em parágrafos.

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"O verdadeiro órfão é aquele que não recebeu educação."
(Etienne Bonnot de Condillac)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

POESIA

POESIA EM SALA DE AULA

Encontrei esse artigo e resolvi publicar aqui no meu blog. Como vivo à procura de material para utilizar em sala de aula, deixei-o aqui para que pudesse usar sempre que eu precisar.



Luciana Cláudia de Castro Olímpio - Publicado em 19.02.2008


A poesia sensibiliza qualquer ser humano. É a fala da alma, do sentimento. E precisa ser cultivada.” Afonso Romano de Sant’Anna

Mesmo sabendo da importância da poesia na vida dos seres humanos como mostra acima Afonso Romano, muitas escolas esqueceram-na, principalmente nas séries iniciais, dando mais espaços, entre aspas, para coisas mais importantes e mais sérias, como também para textos em prosa, privando os alunos dessa “experiência inigualável”, conforme caracteriza Maria Helena Zancan Frantz (1998, p. 80)

Neste artigo, enfatiza-se a necessidade de educadores, principalmente nas séries inicias, pois o aluno só cria hábito se for iniciada desde muito cedo, trabalharem com poesia na sala de aula ou fora dela.

O objetivo não é transformar os discentes em grandes escritores de poemas, até porque se precisa ter dom para esta arte, mas sim transformá-los em leitores aptos a interpretar e compreender o que o poeta quis transmitir em meio aos versos, além de propor que os educandos não percam a poesia que nasce neles desde quando as mães cantavam cantigas de ninar para que dormissem e depois quando brincavam de cantigas de roda, adivinhas, trava línguas etc.

Com esse objetivo, proponho alternativas de trabalhos com poesia e didáticas para implantação tanto no Ensino Fundamental como para o Ensino Médio baseadas nas idéias dos escritores relacionados no parágrafo abaixo.

Vários autores vêm pesquisando as questões da leitura e de trabalhos de poesias em sala de aula como Pinheiro (2002), Micheletti (2001), Frantz (1997), Cunha (1986) e investigam as dificuldades que os alunos possuem de interpretar estes textos, não só pela falta do conhecimento prévio, mas também pelo pouco contato que eles têm com a poesia.

Metodologia
Atualmente, a prática da leitura de poesia está um pouco esquecida nas escolas. Isso ocorre devido ao pouco contato, desde os primórdios de sua formação, dos educadores de Língua Materna.

“Está claro que a personalidade do professor e particularmente, seus hábitos de leitura são importantíssimos para desenvolver os interesses e hábitos de leitura nas crianças, sua própria educação também contribui de forma essencial para a influência que ele exerce.” (Banberger, 1986)

Sem trair o escritor estudado, posso afirmar que se o professor não tiver um hábito de ler poemas e não se sensibilizar ao ler uma poesia, dificilmente conseguirá despertar esse interesse em seus alunos como afirma Cunha (1986, p. 95):

“... se o professor não se sensibilizar com o poema, dificilmente conseguirá emocionar seus alunos.”

Sabidos de que a poesia é um dos gêneros literários mais distantes da sala de aula, é preciso descobrir formas de familiarizar e de aproximar as crianças e os jovens da poesia. E essa forma de familiarização e aproximação deve ser feita com parcimônia e através de um planejamento para evitar as várias afirmações de que os poemas são de difíceis interpretações e entendimento.

Pinheiro (2002, p.23) afirma que “... a leitura do texto poético tem peculiaridades e carece, portanto, de mais cuidados do que o texto me prosa.”

Assim a poesia não é de difícil interpretação, apenas necessita de mais cuidado e atenção para que ocorra um entendimento da mesma. A aprendizagem da interpretação da poesia compreende o desenvolvimento de coordenar conhecimentos dos vários sentidos que um texto poético proporciona.

Uma forma para melhorar a aprendizagem é a aproximação constante da poesia, como também a utilização do conhecimento prévio. O conhecimento prévio engloba o conhecimento lingüístico, que abrange desde o conhecimento sobre pronunciar o português, passando pelo conhecimento de vocabulário e regras da língua, chegando até o conhecimento sobre o uso da língua. O conhecimento do texto, que se refere às noções e conceitos sobre o texto, e, por último, o conhecimento de mundo, que é adquirido informalmente através das experiências, do convívio numa sociedade, cuja ativação, no momento oportuno, é também essencial à compreensão de um poema.

Se estes conhecimentos não forem respeitados, o entendimento e a compreensão do poema podem ficar prejudicados, e assim, como foi dito anteriormente, de difícil interpretação.

Como exemplo do que foi exposto no parágrafo anterior, coloco excerto do poema “Balada do amor através das idades”, de Carlos Drummond de Andrade (Cinco Estrelas, 2001, p. 26).

“Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana
Troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
Para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

(...)

Mas depois de mil peripécias,
Eu, herói da Paramount,
Te abraço, beijo e casamos.

A compreensão do poema acima pode ficar comprometida se o leitor não tiver um dos conhecimentos acima citado. A poesia de Drummond exige do discente um bom conhecimento de mundo e da história para que ele entenda a poesia, pois nela é citado, de certa forma, a Guerra de Tróia, os costumes romanos como também expõe o nome de um dos mais poderosos estúdios de Hollywood, dando referência aos finais felizes dos filmes.

Para amenizar os problemas do distanciamento, de interpretação e de compreensão poética, é necessário que o professor compreenda que o ato de interpretar um poesia não pode ficar restrito a sua forma de apresentação sobre uma página, ou seja, como ocorre a disposição das palavras, dos versos, das rimas e das estrofes, e nem somente pelos questionamentos apresentados nas atividades de interpretação propostas pelos livros didáticos, pois as perguntas são impressionistas. Assim afirma Micheletti (2001, p. 22):

“Freqüentemente a interpretação textual dadas nos livros e materiais afins tem um caráter ‘impressionista’, ou seja, o autor das questões propostas ou dos comentários, registram as suas intuições, as suas impressões sobre o texto.”

É necessário ressaltar que o professor deve partir de uma leitura poética do mundo, fazendo da poesia motivo de apreciação lúdica e de motivação para a produção de intertextualidade ( relação existente entre textos diversos, da mesma natureza ou de naturezas diferentes e entre o texto e contexto) e de muitas outras formas de criar com seriedade, mas brincando com palavras.

Segundo Elias José (2003, p. 11) , “vivemos rodeados de poesia”, ou seja, poesia é tudo que nos cerca e que nos emociona quando tocamos, ouvimos ou provamos, poesia é a nossa inspiração para viver a vida.

Conforme Elias José (2003, p. 101), “ser poeta é um dom que exige talento especial. Brincar de poesia é uma possibilidade aberta a todos.”. Então, se todos podemos brincar de poesia, por que não trabalharmos a poesia de forma lúdica? Assim proponho atividades que oportunizem momentos lúdicos aos alunos, tendo em vista exercícios de imaginação, de fantasia e de criatividade e ao mesmo tempo mostrar a vida de uma forma mais poética, com maior liberdade para construir seu conhecimento.

Todas as estratégias capazes de aguçar a sensibilidade da criança e do adolescente para a poesia são válidas. É interessante para isso, que a poesia seja freqüentemente trabalhada para que ocorra um interesse por ela.

Um dos processos para o educador iniciar este trabalho, é ele fazer uma sondagem para descobrir os temas de maior interesse dos alunos, proporcionando uma maior participação. Este levantamento pode ser de forma direta, através de pequenas fichas ou ouvindo e anotando as temáticas preferidas dos alunos. Outro método é descobrir os filmes, os programas de rádios e de televisão que mais gostam. Isso é necessário para o professor saber que tipo de poesia pode levar para a sala de aula. Vale ressaltar que cada sala tem um gosto diferente. No entanto não se pode prender-se somente aos temas escolhidos pelos discentes. A variedade e a novidade também são métodos eficazes para a aprendizagem.

Faz-se necessário, antes de iniciar as atividades poéticas, preparar um ambiente adequado, principalmente nas séries iniciais, para que os alunos sintam-se a vontade para recitar e interpretar os textos poéticos. Além de uma biblioteca agradável, ventilada, espaçosa e com um acervo bem variado para que os estudantes possam escolher livremente na prateleira o livro que quiser.

Trabalhar com poesia em pares é muito interessante. Este trabalho é realizado de duas maneiras: primeiro, através da leitura da poesia, depois são propostas as atividades interpretativas, nada de questões objetivas, já que cada pessoa interpreta um texto de forma diferente, mas de maneira coerente.As duplas conversam sobre o texto, analisam as possibilidades possíveis e escrevem o que foi apreendido.

É através das diferenças individuais que a troca de experiências vai sendo edificada, como também a partir da reflexão e da construção social do conhecimento sustentada pela interação dos indivíduos envolvidos. Essa interação entre os sujeitos é fundamental para o desenvolvimento pessoal e social, pois ela busca transformar a realidade de cada sujeito, mediante um sistema de trocas.

É proveitoso ressaltar também que construir um cantinho para fixar vários tipos de poesia é um método eficaz para o incentivo da leitura e interpretação poética, pois quanto mais se lê, mais se aprende e cria o hábito da leitura não só de poesia como de outros tipos de textos. Pinheiro (2002, p. 26) afirma que:

“Improvisar um mural, onde os alunos, durante uma semana, um mês, ou o ano todo colocam os versos de que mais gostam (...) de qualquer época ou autor, são procedimentos que vão criando um ambiente (...) em que o prazer de lê-la passa a tomar forma.”

Não satisfeita ainda com as metodologias apresentadas, proponho mais alguns métodos que são incentivadores para a prática da leitura de poesia, como o momento poético, a poesia e as datas comemorativas e a apresentação da poesia em forma de dança, desenho ou interpretação teatral.


O primeiro, momento poético, é um artifício aplicado em sala de aula, em que os estudantes, dispostos de forma bem a vontade, sentados no chão ou em almofadões, se a escola possuir, uma música suave ao fundo, recitam poesias de preferência pessoal, ligadas, de preferência ao momento literário estudado, buscando, junto aos colegas, descobrir a mensagem transmitida pelo autor da poesia. O segundo, a poesia e as datas comemorativas, apesar de ser bastante criticada, também é uma forma proveitosa de aprender a gostar e interpretar a poesia. Como é o caso do dia 07 de Setembro em que os brasileiros mostram seu patriotismo comemorando a independência do Brasil. O mestre pode trabalhar a poesia de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio” , fazendo primeiramente uma leitura crítica, levando os discentes a observar a poesia e fazer um paralelo da época em que a canção foi feita e se a terra natal (Brasil) hoje é tão perfeita como apresenta Gonçalves Dias em sua poesia.

Trabalhar a poesia ligada as datas comemorativas só se torna enfadonho, pouco proveitoso, sem criatividade e método empobrecido, quando a poesia só é lembrada nestas datas.

O último método citado neste artigo, é a apresentação da poesia em forma de dança, desenho ou interpretação teatral. Um exemplo do primeiro, a dança pode ser representada pela poesia “A Bailarina”, de Cecília Meireles, em que as crianças ou adolescentes podem formar um grupo de dança, todas vestidas de bailarina, para interpretar corporalmente a poesia abaixo que deve ser recitada por um outro estudante. Não é obrigatório o professor trabalhar com esta poesia, ela pode ser substituída por outra, tudo depende do docente ou dos alunos.

“Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré
Mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.

Não conhece nem lá nem si
Mas fecha os olhos e sorrir.

Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
E nem fica tonta nem sai do lugar.

Põe no cabelo uma estrela e um véu
E diz que caiu do céu.

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Mas depois esquece todas as danças,
E também quer dormir como as outras crianças.

No caso do desenho, ótimo método para se trabalhar tanto nas aulas de Língua Portuguesa como nas de Artes. Os alunos em grupo tentam interpretar a poesia lida através do desenho, para depois apresentar aos colegas de sala para também ser analisada por eles. Depois os desenhos podem ser colocados ao lado da poesia referente a cada um e exposto em um mural em toda a escola ou só na sala de aula.

O “Soneto”, de Álvares de Azevedo, pode ser um exemplo para ser apresentado em forma de teatro lido. O narrador representa o eu lírico, lendo a poesia enquanto uma aluna representa a mulher recitada nos versos.

“ Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar! Na escuma fria.
Pela maré das águas embaladas,
Era um anjo entre nuvens d’alvorada
Que em sonhos se balançava e se esquecia!

Era mais bela! O seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando;
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!”

Estas aulas anteriormente citadas são bem lúdicas. Os alunos aprendem em grupo, de forma bem participativa, a interpretar e compreender as poesias tendo contato com as idéias dos amigos de sala.

As poesias também podem ser trabalhadas como ajuda para produções de textos, como é o caso das poesias de Manuel Bandeira, grande escritor do Modernismo brasileiro, “O Bicho” ( retrata a desigualdade social), “O Poema tirado de uma notícia de jornal (incentiva a produção de uma narração relatando o cotidiano humilde das pessoas desprestigiadas socialmente) e para finalizar, tem-se “Irene Preta” (retrata o preconceito racial).

Este trabalho exige que o aluno descubra qual o tema apresentado na poesia, para depois escrever, de acordo com o gênero exigido, o texto.

A poesia pode ser trabalhada não só nas aulas de Língua Portuguesa, mas também nas aulas de História, Geografia e outras como é o caso da poesia “A Rosa de Hiroxima”, de Vinícius de Moraes, que retrata o triste acontecimento da explosão da bomba atômica em Hiroxima.

“Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume
Sem rosa sem nada
Esta poesia, como foi dito acima, pode ser trabalhada numa aula de história, que o professor, através dos versos, pode explicar todo o conteúdo desse aterrorizante acontecimento. Pode explicar, por exemplo, por que o poema se chama A Rosa de Hiroxima, como também explicar que os escritores modernistas transplantavam o momento vivido para as poesias, como é o caso de Vinícius.

Conclusão

Os professores devem trabalhar poesias e textos poéticos com seus alunos pois estes vêm sendo indicados como um dos meios mais eficazes para o desenvolvimento das habilidades de percepção sensorial da criança e do adolescente, do senso estético e de suas competências leitoras e, conseqüentemente, simbólicas.

A interação com a poesia é uma das responsáveis pelo desenvolvimento pleno da capacidade lingüística da criança e do adolescente, através do acesso e da familiaridade com a linguagem conotativa, e refinamento da sensibilidade para a compreensão de si própria e do mundo, o que faz deste tipo de linguagem uma ponte imprescindível entre o indivíduo e a vida.

Referências Bibliográficas
AMARAL, Emília; ANTÔNIO, Severino; FERREIRA, Mauro; LEITE, Ricardo. Novas Palavras: Literatura Gramática, Redação e Leitura. São Paulo: FTD, 1997 – Coleção Novas Palavras, V.2, p. 60.
CUNHA, Maria Antonieta Antunes. Literatura Infantil: Teoria & Prática. 5ª ed. São Paulo: Ática, 1986.
FRANTZ, Maria Helena Zancan. O Ensino da Literatura nas séries iniciais. 2ª ed. Ijuí: Unijuí, 1997.
JOSÉ, Elias. A poesia pede passagem: um guia para levar a poesia às escolas. São Paulo: Paulus, 2003.
In: MACHADO, Ana Maria. Cinco estrelas. Literatura em minha casa. V.1. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
In: MICHELETTI, Guaraciaba (Coord.) Leitura e Construção do real: o lugar da poesia e da ficção. 2ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. (coleção aprender e ensinar com textos, v. 4)
In: PINHEIRO, Helder; BANBERGER, Richard. Poesia na sala de aula. 2ª ed., João Pessoa: Idéia, 2002.

Este artigo foi orientado pelo professor Vicente Martins, da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Ceará.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CONTOS (Comentários)

Quem conta um conto?
Este livro é parte de uma das várias coleções que foi distribuída pelo Ministério da Educação nas escolas públicas em 2002. Este projeto chama-se Literatura em Minha Casa, e como trabalho com crianças e adolescentes de 5ª a 8ª séries Língua Portuguesa, leio alguns para que eu possa, em seguida, trabalhar juntamente com eles.
O livro contém os seguintes contos:
Beijos Mágicos (Ana Maria Machado);
Marco e Apolo (Cristina Porto);
A mãe da menina e a menina da mãe (Flávio de Souza)
O piquenique do Catapimba (Ruth Rocha)
O bisavô e a dentadura (Silvia Orthof)







Comentários de cada conto:

Beijos Mágicos
Conto de Ana Maria Machado no qual relata a história de Nanda, uma menina que foi criada pelos pais separados, em que, ora fica com a mãe e ora fica com o pai.

Nanda ao se acostumar com os carinhos do pai em todos os momentos, principalmente no momento de dormir, não consegue se desligar e nem imaginar dividir o carinho do pai com outra pessoa e é isso acontece. Seu pai conhece uma outra mulher e casa-se com ela, e somente os beijos mágicos pode mudar a relação das duas.


Marco e Apolo
Um belíssimo conto de Cristina Porto em que narra a história de Marco, um garotinho muito esperto e que tem uma amizade muito forte e bonita com um cão chamado Apolo. Apesar de sua esperteza, sente-se suficiente capaz de fazer qualquer coisa sozinho, acha que jamais precisa de alguém para resolver qualquer problema. Até que um dia seu cachorro some e então sente-se obrigado a pedir ajuda de sua família e é nesse momento que percebe que nós, seres humanos, precisamos um dos outros.



A Mãe da Menina e a Menina da Mãe
Conto de Cristina Porto fala de uma menina bem divertida, uma garotinha que, ao se distrair brincando com suas bonecas, percebe que tudo que faz com suas bonecas em suas brincadeiras, sua mãe faz de verdade; a diferença é que a mãe "brinca" com pessoas e que ela não pode guardá-las no armário, como faz a garotinha, quando não quer mais brincar.
E, a partir dessa descoberta, a garota começa a procurar a entender a vida adulta de sua mãe e com isso descobre que um dia sua mãe, também, foi criança e que brincava de casinha, assim como ela. Então, as duas, sem combinarem, trocam os papéis: a garota passa a ser mãe e a mãe passa a ser criança.



O Piquenique do Catapimba
(Ruth Rocha)
Dois grupos rivais resolveram fazer um piquenique, um escondido do outro, porém, os dois foram para o mesmo lugar.
O grupo Catapimba levou prato, mas não levou comida; tinha copo, mas não tinha o que beber; tinha espeto, mas não carne. Já o outro grupo levou carne, mas não espeto; comida, mas não prato; enfim, os grupos estavam com todos os utensílios incompletos. E, ao descobrirem que um grupo completava o outro, resolveram se juntar, e concluíram que quando houve a aproximação, viram que o outro grupo era muito legal e que um precisava do outro.


O Bisavô e a dentadura
(Silvia Orthof)
Um divertido conto que se passa num interior mineiro em que relata a história de uma família e que havia um bisavô, o Arquimedes.
O bisavô Arquimedes usava dentadura e ele tinha a mania de tirá-la e colocar dentro de um copo com água e, todos os dias, na hora da refeição, era aquela brincadeira, pois sempre achavam que um dos copos que estavam usando poderia ter passado a noite com a dentadura dentro. E o bisavô ficava só escutando. Até que um dia ele resolveu aprontar: Em vez de colocar sua dentadura dentro do copo, pôs dentro do filtro de água e, após várias brincadeiras, na hora de mais uma refeição, contou a todos a surpresa.






A Metamorfose, novela de Franz Kafka, conta a história de Gregor Samsa, um jovem caixeiro-viajante que vive com a família - pais e irmã - a quem sustenta. Porém, em uma manhã, onde daria início a mais um dia de trabalho, Gregor sofreu um processo de metamorfose e, a partir dessa transformação, sua vida muda completamente. Não consegue se comunicar com ninguém e, como inseto, esconde-se sob os móveis e come restos de comida.
No início, sua irmã Grete lhe dá a maior atenção, leva comida, limpa o quarto, mas com o passar do tempo, a família o tranca no quarto até a sua morte.








A "A árvore que dava dinheiro" é um grande sucesso do escritor paranaense Domingos Pellegrini. Lançada em 1981, esta novela até hoje encanta leitores do Brasil inteiro.
A história conta uma situação vivida pelos moradores da pequena Felicidade: no meio da praça central da cidade, aparece uma árvore que, em vez de dar flores e frutos, dá dinheiro sem parar.
Claro que cada um trata de colher o que pode. De bolsos cheios, as pessoas acham que resolverão todos os seus problemas. Mas só pensam...
"A obra tem um ingrediente curioso. Por trás da história envolvente e divertida, a 'A árvore que dava dinheiro' trata de temas que costumam nos aborrecer quando aparecem no noticiário: economia, inflação... Embora não tenha intenção didática, o livro estimula a reflexão sobre a relação do homem com essa invenção tão genial quanto perigosa: o dinheiro." (Pellegrini, 103-2002)